Filmes de terror brasileiros para assistir no Halloween
O terror brasileiro vai muito além do Zé do Caixão. Tem zumbi no manguezal, lobisomem em São Paulo e muito terror social que usa o medo para falar do país. Esta lista vai dos clássicos de José Mojica Marins aos diretores que renovaram o gênero nos últimos anos, e serve de ponto de partida para a sua maratona de Halloween.
À Meia-Noite Levarei Sua Alma (1964), de José Mojica Marins
É o filme que apresentou o Zé do Caixão, o personagem de terror mais famoso do Brasil, interpretado pelo próprio diretor. Em 2015, entrou na lista da Abraccine dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos.
Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver (1967), de José Mojica Marins
A continuação direta do primeiro filme, de novo com Mojica no papel de Zé do Caixão. Também está na lista da Abraccine e funciona como sessão dupla com o anterior.
O Despertar da Besta (1969), de José Mojica Marins
Um pseudodocumentário em que Mojica aparece como ele mesmo e como Zé do Caixão. É o lado mais experimental do diretor, para quem já viu os dois primeiros e quer ir mais fundo.
Zumbis canibais aparecem numa comunidade pobre de um manguezal. É o primeiro longa de Aragão, gravado no Espírito Santo e cheio de maquiagem e efeitos práticos.
Numa floresta do interior, uma jovem encontra o Livro Perdido de Cipriano e liberta um mal antigo. É terror sobrenatural com folclore brasileiro, criaturas e efeitos artesanais.
Trabalhar Cansa (2011), de Juliana Rojas e Marco Dutra
Um casal paulistano lida com um negócio novo e com o desemprego enquanto algo estranho cresce dentro do mercadinho. O filme estreou no Festival de Cannes e é terror do cotidiano, sem sustos fáceis.
Depois de perder o emprego e se separar, Júnior volta a morar com a família e passa a se sentir um estranho na própria casa. O filme adapta um livro de Lourenço Mutarelli, com Antônio Fagundes, Marat Descartes e Sandy.
O Animal Cordial (2018), de Gabriela Amaral Almeida
Um assalto a um restaurante de São Paulo vira um pesadelo de violência, com Murilo Benício e Luciana Paes. É um slasher que se passa todo num único lugar e usa as relações sociais brasileiras como combustível.
As Boas Maneiras (2018), de Juliana Rojas e Marco Dutra
Duas mulheres têm a vida unida pelo nascimento de um menino com comportamentos estranhos. É uma fábula de lobisomem com Isabél Zuaa e Marjorie Estiano, que estreou no Festival de Locarno.
Fenômenos sobrenaturais tomam conta da vida de um funcionário de necrotério numa cidade violenta. Tem Daniel de Oliveira, Fabiula Nascimento, Bianca Comparato e Marco Ricca no elenco.
É um dos lançamentos mais recentes do terror nacional: um retiro para mulheres cristãs, comandado por uma influenciadora vivida por Bruna Linzmeyer, vira uma jornada absurda e perigosa. Mistura terror social e humor ácido.